Como definir talento? É inato? É aprendido? É inato e aprendido? O livro "Desafiando o Talento: Mitos e verdades sobre o sucesso" de autoria de Geoff Colvin e lançado pela editora Globo. O autor realizou uma extensa pesquisa para mostrar que o talento não existe, mas sim, que o sucesso adquirido pelas pessoas vem de um esforço de muitos anos. Segundo o autor, independentemente de terem ou não nascido com algum "talento", todas as pessoas de sucesso realizaram horas e mais horas de treino, trabalho, estudo, entre outras atividades árduas. Dentre os exemplos que o autor cita estão: Tiger Woods, Warren Edward Buffet, Wolfgang Amadeus Mozart entre outras personalidades. O que chama a atenção para estas pessoas são os anos necessários para alcançar o nível de profissionalismo, independentemente do sucesso ou não. No esporte e na música, por exemplo, observamos que as crianças iniciam entre quatro e seis anos de idade, alcançando o desempenho de um profissional aos 16-17 anos. São dez anos de muita dedicação que as levam a serem "experts" na área em que foram treinadas. Você também leva dez anos para entrar na universidade e mais dez anos para obter um título de doutorado.
Observamos então que o "talento" está muito relacionado à área de conhecimento; esporte, arte, exatas, negócios, humanas, biológicas e filosóficas. E essas áreas estão muito próximas às Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, que segmentou tais inteligências da seguinte forma: físico - cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalística, lógico-matemática, musical, espacial, existencial e linguística.
Várias pesquisas científicas dessas áreas foram realizadas nas últimas décadas para explicar a inteligência. Por outro lado, os avanços neurocientíficos têm possibilitado cada vez mais aproximar as explicações do sucesso às pesquisas neurofisiológicas. Assim, vejo a importância de colocarmos a questão do talento do ponto de vista das habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Por que? Porque tem uma correspondência cerebral, onde no próximo artigo estarei pontuando.
Assim na próxima década, provavelmente vamos observar mudanças significativas no modo de educar as crianças e jovens para um mercado de trabalho cada vez mais baseado nas tecnologias inteligentes e genéticas, apesar das extensas pesquisas de Geoff Colvin e de Howard Gardner. Por outro lado, as crianças de hoje estão recebendo muitos estímulos de diversas naturezas e formas, possibilitando aumentar as suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais mais rapidamente do que as crianças de vinte anos atrás. Veremos "gênios" mais frequentemente? Então, se o nosso ensino foi construído baseado em dez anos, talvez tenhamos como construir modelos neuropedogógicos em menos de dez anos para alcançar o sucesso.
"(...) A evidência mostra que, ao entender como alguns poucos se tornaram notáveis, qualquer um pode se tornar melhor. Acima de tudo, o que a evidência grita mais alto são notícias espantosas, libertadoras. O desempenho notável não é reservado a uns poucos predestinados. Está disponível para você e para todos." (Geoff Colvin)
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